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Gestão na Prática

O uso do celular na sala de aula afeta o desempenho dos alunos?

O uso do celular na sala de aula tem dividindo opiniões entre educadores e famílias. Entenda os motivos da crescente proibição e os impactos no ambiente escolar.

Por: Bernoulli | Em: 11/03/2024

Presente no dia a dia de milhares de estudantes, o uso de tecnologias digitais pode impactar no desempenho e na qualidade do aprendizado?

O uso do celular na sala de aula
O uso do celular na sala de aula prejudica a aprendizagem?

O uso do celular na sala de aula deve ser proibido? Essa tem sido uma pauta discutida por milhares de educadores em todo o mundo. Existem diversos debates, opiniões, dados e posicionamentos se devemos ou não proibir o seu uso nas salas de aula, contudo, essa discussão tem alcançado diferentes opiniões. Assim como em outros países, no Brasil, alguns estados têm reforçado suas políticas para minimizar as distrações e maximizar o foco dos estudantes.

Neste artigo, vamos explorar o que deve ser levado em consideração antes da decisão de proibir ou não. E também apresentar os impactos que podem ser ocasionados no ambiente escolar.

Proibir ou não proibir o uso de celular na sala de aula?

Uma das principais dúvidas é se a proibição deve acontecer ou não. Na prática, existem algumas cidades que têm emitido decretos sobre a proibição do uso celular. Um exemplo é a Prefeitura do Rio de Janeiro.

A restrição garante que professores tenham permissão para sugerir o uso de celulares e dispositivos eletrônicos para fins pedagógicos. Ou seja, o uso está direcionado para a realização de pesquisas, leituras ou acesso a outros recursos didáticos. E também em casos especiais, para alunos com deficiência ou condições de saúde que dependem desses dispositivos.

Do ponto de vista pedagógico entendemos que, a importante resposta para essa dúvida cabe apenas ao gestor escolar de cada escola pois existem infinitas particularidades que somente a gestão poderá avaliar, observando a necessidade de cada turma e cada estudante.

Alanna Landim, assessora pedagógica do Bernoulli Sistema de Ensino, explica como esse cenário deve ser avaliado: “É preciso colocar em uma balança os prós e contras. Para, então, cada gestão tomar a melhor decisão para sua escola”.

Veja como avaliar os prós e contras

Na primeira balança, podemos considerar os principais benefícios que o uso do celular permite aos estudantes. Sabemos que os celulares podem ser ferramentas úteis no ambiente educacional.

Seja por meio de aplicativos educacionais, onde os estudantes têm a oportunidade de acessar conteúdos complementares, realizar pesquisas, participar de atividades interativas e ampliar suas experiências de aprendizagem.

Contudo, na segunda balança, avaliamos o outro cenário. É fácil de compreender as dúvidas e os desafios em torno do uso ilimitado do celular na sala de aula. Sabemos que o uso pode causar distração e interferir no foco dos estudantes.

Existe um desejo constante em checar mensagens, redes sociais e outros aplicativos, o que pode prejudicar a concentração e o rendimento acadêmico. Além disso, existem questões relacionadas à segurança, privacidade, cyberbullying e uso inadequado da internet também devem ser consideradas nesta avaliação.

Em suma, a busca por um equilíbrio entre o uso consciente da tecnologia e a preservação do ambiente de aprendizagem é um desafio para os gestores escolares.

A Cultura Digital como competência básica

Na busca pelo equilíbrio, encontramos importantes pontos que devem ser levados em consideração. Por exemplo, o uso de soluções digitais nas salas de aula, requer sabedoria e conhecimento.

Quando o professor leva essas soluções para a sala, é preciso fazer da tecnologia uma ferramenta que potencialize o ensino e aprendizagem pois isso é afirmado também do ponto de vista pedagógico. A cultura digital é uma competência básica preconizada na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento de caráter obrigatório nas escolas.

Outro ponto foi publicado no guia Diretrizes de Políticas para a Aprendizagem Móvel, publicado pela UNESCO em 2014. Em suma, o documento expressa a crença de que os celulares têm o potencial de expandir e enriquecer as oportunidades de aprendizado em diversos contextos.

Isso nos convida a refletir sobre a importância de criar uma intencionalidade pedagógica relacionada ao uso de celular na sala de aula.

Como manter a intencionalidade pedagógica

Sabemos que a questão do uso do celular está relacionada mais à forma como esses dispositivos são utilizados, do que o celular em si. O que reforça a importância de buscarmos a intencionalidade pedagógica no seu uso.

Alanna Landim, assistente pedagógica do Bernoulli Sistema de Ensino fala sobre celular na sala de aula.
Alanna Landim, assistente pedagógica do Bernoulli Sistema de Ensino fala sobre celular na sala de aula.

 

É importante promover uma cultura educacional que valorize a integração equilibrada da tecnologia. Também deve ser integrado o desenvolvimento das habilidades socioemocionais e a construção de ambientes de aprendizagem inclusivos e estimulantes.

Alanna Landim

Outra estratégia é avaliar o uso qualificado em prol de objetivos pedagógicos. Por exemplo, em momentos planejados, com mediação do professor.

Alanna ainda explica que essa é uma oportunidade de personalização ao utilizar recursos digitais. Em suma, eles podem proporcionar diferentes experiências de aprendizagem aos estudantes. Por exemplo, quiz interativo com feedback automático, realidade aumentada vai permitir interagir com objetos e identificar detalhes, assistir vídeos no seu tempo e ritmo, entre outros.

Além disso, o uso responsável da tecnologia pode contribuir para a familiarização dos estudantes com as ferramentas digitais, preparando-os para os desafios do mundo contemporâneo.

Em nosso encontro de formação do Bernoulli 360º on-line discutimos sobre esse assunto. Clique aqui para assistir e aprender sobre as principais estratégias para manter a intencionalidade pedagógica no uso de celular na sala de aula.

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Processo de Aprendizagem Aprender e descobrir Estratégias

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